Transferência, e agora? Mudo ou não de faculdade?

Uma dúvida cruel que em algum momento ronda a cabeça dos alunos é sobre a transferência. Algo na instituição atual o incomoda ou você ouviu falar muito bem de outra faculdade que apresenta mais benefícios. Você mudou de cidade, ou bairro e não quer estudar longe porque está cansado. Hoje o post é para dar uma luz para quem quer transferir, mas não sabe quais critérios avaliar ou mesmo não tem coragem de trocar o certo pelo duvidoso.

Primeiro, vou falar brevemente sobre os motivos que me fizeram transferir de instituição, apesar de que vou falar de transferência de curso e de instituição.

Até o meu sétimo período estudei em uma instituição excelente, com uma estrutura que não deixava nada a desejar. E o mais importante e valioso da instituição: os PROFESSORES. Eu explico. Se você tem excelentes professores, todo o resto fica em segundo plano, porque eles são os profissionais que estão no mercado – no caso de uma faculdade particular – e que fazem as aulas acontecerem que vão te trazer o que há de melhor em conhecimento e dicas práticas, então, avalie principalmente os professores da sua instituição atual. Se forem muito competentes e dedicados, tiverem paixão por ensinar, então talvez você realmente deva permanecer aí onde está.

No meu caso foi tudo excelente até o sétimo período, apesar de pequenas alterações que vinham sendo feitas por parte de um grande grupo que comprou esta e várias outras instituições de ensino. O oitavo período foi péssimo. Alterações horrorosas aconteceram, pessoas incompetentes assumiram cargos num total despreparo e sem formação específica na área, a qualidade das aulas caiu muitíssimo, isso quando havia aulas e como falei, o mais importante – os professores – ficaram desmotivados e a qualidade das aulas, algo que deveria ser intocado, “foi pelo ralo”. Apesar de a mensalidade ser uma das mais caras da região. Sim, eu já falei aqui que sou bolsista, tenho bolsa integral. Eu pago o preço não em dinheiro, é estudando muito e exigindo uma educação digna, porque eu sei o quanto lutei para chegar até aqui. Então não sai “de graça”, como muitos brasileiros infelizmente pensam.

Após um semestre de lutas, decidi sair, porque não importava o quanto eu movimentasse os alunos, onde há pessoas que só reclamam nos corredores, não há mudança. Leia também Não entre na faculdade para ser um Zé Mané!

Enfim, eu cheguei ao um nível altíssimo de intolerância com a falta de respeito que o meu país tem pela educação em todos os níveis, porque isso infelizmente vem desde a educação de base. Esses foram, sem muitos detalhes, os motivos que me fizeram transferir com muito pesar, porque meus colegas de turma são ótimos e tive muita dor em deixá-los, sonhava em estar na formatura com eles.

Agora para você, vou escrever os critérios que devem ser pensados, avaliados.

1) Quero transferir de curso

Para você que não tem problemas com a instituição e sim com o curso que está fazendo porque se arrependeu de ter escolhido algo que não tem nada a ver com você, eu recomendo que leia FIZ O TESTE VOCACIONAL, E AGORA?Decidindo a profissão: o caminho do autoconhecimento, Temperamento: O que “isso” tem a ver com a minha profissão?, mas primeiro, responda a estas perguntas:

Em que período você está?

Falta mais da metade ou menos da metade para terminar o curso?

É importante porque se você descobriu que o curso não é para você já tendo concluído mais da metade dele é porque você é no mínimo muito desatento. Andou se arrastando. Neste caso, considere terminar este curso apenas para agregar valor no currículo. Mesmo que não tenha nada a ver com o novo curso que você pretende, talvez, num futuro não distante você use estes conhecimentos. Então, se chegou até aqui, vale a pena pegar o canudo, ter paciência, e começar o curso dos seus sonhos depois.

Agora se você começou e não concluiu nem metade do curso, aconselho que mude imediatamente. Viu que foi um erro, então não permaneça nele. Mas tenha certeza absoluta do que realmente quer fazer, para não entrar um ciclo de troca. Leia os posts anteriores deste blog sobre escolha de profissão.

2) Quero transferir de instituição

Primeiro responda a seguinte pergunta:

Por que eu desejo a transferência?

Se,

  •  a instituição é uma completa propaganda enganosa
  •  a estrutura não é adequada tendo em vista a mensalidade cobrada
  •  não estou sendo preparado para o mercado
  •  mudei ou vou mudar de cidade ou bairro e meu deslocamento vai pesar no meu orçamento, ou ficarei muito cansado

Então, estes são alguns motivos que considero relevantes para uma transferência. Claro, que a soma deles torna imperativa a mudança. Devo frisar que defeitos, serão encontrados em TODAS as instituições. Aqueles probleminhas de enturmação no começo do semestre, dificuldade em falar com o coordenador devem ser relevados porque acontecem em muitas instituições. Não há instituição perfeita, mas uma instituição séria melhora a cada semestre, então observe: desde que você entrou tem melhorado ou piorado? Se tem piorado você realmente deve pensar em procurar outro lugar.

Agora, quando NÃO MUDAR DE INSTITUIÇÃO.

Já ouvi aluno dizer que vai mudar porque estão cobrando muito dele, porque a porcentagem exigida para ser aprovado nas matérias é muito alta. Porque não tem tudo “mastigadinho” pelo professor. Por favor, claro que seus professores devem ser facilitadores da informação e ensinar com prazer, não para sacanear. Mas a cobrança é muito boa e nos faz crescer. Uma vez que saímos do ensino médio, a tendência é que as dificuldades e cobranças aumentem, é o normal da vida adulta. Então avalie o porquê de você realmente querer sair.

A forma como eles te tratam no momento da transferência faz toda a diferença também. Fui super mal atendida quando solicitei a documentação de transferência na antiga instituição. Isso só me deu a certeza que deveria realmente sair.

Então, avalie com cuidado os motivos da transferência de curso ou instituição, ou ambos, leia os posts anteriores deste blog se tiver dúvidas relacionadas à sua profissão e vá estudar. Boa sorte!

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Não entre na faculdade para ser um Zé Mané!

 

Até quando vamos conviver com este tipo de notícia e nos calar? Hoje o post é um alerta. Meu blog é direcionado para pessoas que sonham ingressar no ensino superior, técnico ou outra modalidade de curso por acreditarem na felicidade, fazendo aquilo que gostam. Hoje, vejo como a corrupção no país atingiu um nível inaceitável. Não estou revoltada, com raiva ou angustiada. Nada, não estou sentindo nada. Estão minando nossas forças aos poucos. Ficamos calados! Vamos morrer! Literalmente.

Corte de verbas que deveriam ir para pesquisas, educação superior com baixa qualidade, metas governamentais que nunca são atingidas. Culpa-se a gestão anterior, claro, isso em todos os níveis. É mais fácil.

Vivo em um país onde as pessoas têm MEDO de cobrar dos Deputados, Senadores e Presidente que elas mesmas elegeram, nós pagamos o salários deles, mas temos MEDO. Moro em uma pequena cidade onde as pessoas morrem de MEDO de manifestar suas opiniões políticas, elas pagam o salário do prefeito e vereadores, mas elas têm MEDO. Estudo em uma faculdade onde alguns alunos têm MEDO de manifestar sua opinião sobre algo que não concordam, de exigir seus direitos, eles estão pagando, mas eles têm MEDO.

Odeio essa palavra – MEDO. Ainda mais quando é algo sem fundamento. “O cliente sempre tem razão”. A frase serve para um atendimento em um restaurante ou loja talvez, mas nunca quando realmente quando precisamos dela. A culpa é nossa, porque temos MEDO!

Se você está disposto a ingressar numa universidade para viver uma vidinha medíocre com o seu canudinho na mão, porque já trabalha na sua área de atuação, faça um favor ao Brasil não entre! Você colabora com a corrupção, diretamente. Se você acha suficiente entregar seu rico dinheirinho todo mês e acredita que será um mar de rosas quando se formar e entrar no mercado com um mundo de concorrentes, desista!

Os profissionais mais qualificados foram o maior alvo das demissões devido à crise. Aqueles que têm os diplomas impecáveis. Mas não se engane como eu já falei aqui, não há crise que dure eternamente. E quando acabar são esses, os que estudaram, por paixão, convicção, que se qualificaram ‘de verdade’ é que voltarão às melhores vagas. No mundo não há lugar para medianos, então se quer viver aqui, não seja um.

Não estude por estudar, não se forme por formar, não leia por ler, tenha coragem de ser melhor do que isso. Busque conhecimento e não um diploma. Rompa com esse MEDO idiota. Exija o que é seu principalmente se você paga por isso. Não permita que a cultura passiva de nossos antepassados contamine você! Entre na universidade para fazer a diferença na vida das pessoas. Para ser o melhor profissional. Busque seus direitos onde você precisar buscar. Coloque a sua boca no bendito “trombone”! Faça barulho, mas não seja um profissional “meia boca”, acorde! Estão destruindo a educação no nosso país e estamos assistindo passivamente.

Este é só um alerta porque tenho certeza absoluta que você enfrentará situações em que terá de alguma forma, seus direitos roubados. É que estou vendo tantas pessoas sem expectativa, sem perspectiva, elas não têm nada. Não seja assim, tenha suas convicções e princípios a seu favor e siga seus instintos. Não entre na faculdade para ser um “Zé Mané”.

JÁ DECIDI O CURSO: FIES é uma boa opção?

O FIES – Fundo de Financiamento Estudantil – é uma alternativa caso você não consiga ingressar pelo PROUNI, SISU, ou outros programas de bolsa parcial. Na verdade, o FIES é um programa do Ministério da Educação, onde é concedido financiamento a estudantes regularmente matriculados. Ou seja, caso o aluno tenha trancado o curso no momento da solicitação não podem utilizar, alunos que tenham bolsa parcial do PROUNI também não podem solicitar. Se a renda bruta do estudante for acima de 3 salários mínimos ele também não pode participar.

O ENEM, como sempre, é obrigatório e como no PROUNI E SISU, você não pode ter zerado a redação e a média não deve ser inferior a 450 pontos. A oferta de financiamento é para cursos presenciais, a uma taxa de juros de 6,5% ao ano. A inscrição é feita pela internet e você precisa ter um pouco de paciência nos períodos de aditamento – renovação de contrato – porque muitos alunos reclamam da dificuldade por falhas no sistema. Mas com persistência e paciência, você consegue.

Aconselho que você acesse as Perguntas Frequentes, disponibilizada no site do FIES para  tirar todas as dúvidas com relação a esta opção.

Eu aconselho que esta seja a sua ÚLTIMA opção. Tente primeiro as formas de ingresso mostradas aqui no blog, pois já que é um financiamento, você pagará todo o valor após se formar e para isso é preciso que você planeje muito bem suas finanças para imprevistos. É claro que há um período de carência para você se ‘firmar’ na carreira, mas ainda sim, é preciso jogo de cintura e planejamento, repito, tente as opções anteriores primeiro. Não estou aqui para desestimular ninguém. Eu mesma fui muito aconselhada a seguir esta opção, mas só foi ter um pouco de paciência, porque uma outra alternativa talvez seja melhor.

No site você consegue fazer uma simulação para ter noção do quanto pagará, se for viável, siga:

Simulação FIES

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Caso você vá fazer a prova do ENEM mas ainda não tem noção da área que vai seguir, leia os posts anteriores deste blog:

E agora? Como decidir qual curso fazer?

Decidindo a profissão: o caminho do autoconhecimento

Curso Técnico ou Graduação?

Até a próxima!

 

Abraços!

 

JÁ DECIDI O CURSO: COMO INGRESSAR? (PROUNI)

Muitas pessoas fazem a prova do ENEM, mas não têm muita noção da quantidade de possibilidades de ingresso. Acompanhe a série!

A partir de hoje vou publicar uma série sobre FORMAS DE INGRESSO. Fique por aqui!

Se você já passou daquela fase de teste vocacional, pesquisa e autoconhecimento descritas nos posts anteriores – veja E agora? Como decidir qual curso fazer?, Decidindo a profissão: o caminho do autoconhecimento, FIZ O TESTE VOCACIONAL, E AGORA? – chegou a hora de falar sobre as formas de ingresso. Este post será dividido em algumas partes e eu vou falar de cada forma de ingresso separadamente para não me estender muito.

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) não é segredo para ninguém e você utilizará a nota para tentar uma vaga tanto em instituições públicas quanto privadas. Lembre-se de guardar o número de inscrição e senha do ENEM, você vai precisar para se inscrever no programa.

Após fazer o ENEM, você pode usar a nota e tentar uma bolsa de estudos parcial (50%) ou integral através do Programa Universidade Para Todos (PROUNI). Se o seu sonho é entrar em uma instituição particular, então o Prouni é ideal para você.

Vamos lá, quais são os requisitos para se inscrever:

Primeiro é preciso ter feito a prova do ENEM do ano anterior à candidatura e ter obtido uma nota média de 450 pontos. Lembrando que se você zerar a redação não pode participar. Então, usando a nota do ENEM você ainda precisa:

– Ter estudado em escola pública no ensino médio ou estudado em escola particular, porém como bolsista.

– Se você possui alguma deficiência também pode se inscrever.

– Se você é professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica ou ainda é integrante do quadro de pessoal permanente da instituição pública pode se inscrever e NÃO É NECESSÁRIO COMPROVAR RENDA – apenas para este caso.

Os participantes, com exceção do grupo acima, devem comprovar renda familiar. Para concorrer à bolsa integral, a renda deve ser de até um salário mínimo e meio por pessoa. Até a data deste post, isso equivale a R$ 1405,50 – altera de acordo com valor do salário mínimo estipulado. É bem simples calcular. Some toda a renda familiar e divida pelo número de pessoas que moram na sua casa, se o valor estiver dentro deste 1 salário mínimo e meio, então siga em frente, você pode concorrer a uma bolsa integral.

Mas, se você se encaixa em todos os requisitos, porém sua renda é um pouco mais alta, não se preocupe você ainda pode conseguir uma bolsa parcial, e pagará 50% do valor do curso. A renda familiar neste caso deve ser de no máximo 3 salários mínimos por pessoa. Ou seja, somando-se a renda de todas as pessoas que moram na sua casa, dividindo esse valor pela quantidade de pessoas que moram aí com você, cada pessoa pode ganhar até R$ 2811,00 até a data de publicação deste post – o salário mínimo atual é de R$ 937,00. Lembrando que você precisará comprovar todas as informações fornecidas.

O PROUNI é uma excelente oportunidade de ingresso para pessoas que não tem condições de pagar o curso. Lembrando que não é só o custo do curso em si. Você vai ter gastos com transporte, alimentação, etc. Vou publicar um post falando sobre isso também.

São duas oportunidades ao ano para você ingressar – uma no primeiro semestre e outra no segundo semestre do ano. São feitas duas chamadas e você ainda pode participar da lista de espera.

No momento da inscrição você escolhe as opções de ampla concorrência ou por cota – em casos de deficiência ou que se declare indígena, preto ou pardo. Você pode alterar a opção escolhida de curso, instituição, se será por cota ou ampla concorrência durante todo o período de inscrição, será válida a última opção marcada. A partir do segundo dia de inscrições você já visualiza as notas de corte para ter noção das suas chances. Você pode escolher primeira e segunda opção de curso.

Encerrado o prazo de inscrição, caso você seja classificado – de acordo com sua nota e opções marcadas – você será chamado a comparecer na instituição de ensino para comprovar as informações. O PROUNI já tem uma lista de documentação, mas a instituição pode pedir algo mais que achar necessário. Se estiver tudo certo com a papelada, a faculdade entra em contato com você e daí é só arregaçar as mangas e estudar muito.

E aí? Este post te ajudou?  Compartilhe e continue por aqui. Essas informações você encontra no site do PROUNI, link abaixo:

Site PROUNI

Agora se você ainda se sente um pouco perdido na escolha do curso, leia os posts anteriores. Abraços!

3 MOTIVOS PARA INGRESSAR NO ENSINO SUPERIOR

Semana passada li uma triste e ao mesmo tempo esplendorosa notícia a respeito da professora Luana Tolentino. Leiam reportagem na íntegra!

Li o texto dela e simplesmente fiquei estarrecida com a quantidade de situações que essa moça já enfrentou, mesmo tendo consciência que o racismo é real e está aí presente todos os dias. A Luana é como tantas pessoas em nosso país que sofre discriminação, mas a forma como ela se posiciona me chamou muito a atenção. Porque a Luana, independente do preconceito, não fica em casa choramingando, ela luta por seus sonhos e é uma vencedora, como eu desejo que os leitores do meu blog sejam. Eu acredito que a maioria das pessoas já sofreu algum tipo de preconceito e não apenas pela cor da pele, mas por infinitos outros motivos, porque o PRÉ (antes, à frente), quando ligado a esta outra palavrinha, CONCEITO (do latim Conceptio, compreensão) significa “fazer uma escolha ou emitir uma opinião antes de conhecer os fatos”.

Mas eu não estou escrevendo este post apenas pela história da Luana. Eu li outra reportagem que me deixou tão triste, tão preocupada e agora, mais do nunca, determinada a trazer muita informação para você e escrever, escrever e escrever, até você ou alguém que você conheça compreenda a importância da educação. O título da reportagem dizia: Alunos de escolas públicas apontam ‘incapacidade’ e ‘falta de dinheiro’ como motivos para não cursar faculdade.

Por essas e outras reportagens que leio sobre o meu Brasil, é que decidi urgentemente escrever este post, falando sobre os motivos que eu – Mariana, brasileira, de família humilde, que estudei em escola pública a vida toda, bolsista – acredito serem válidos para ingressar no ensino superior.

Gostaria de citar um trecho da introdução do livro ‘Pai Rico Pai Pobre’, que mais me chamou a atenção. O livro é maravilhoso e amplia muitos seus horizontes. #ficaadica

A escola prepara as crianças para o mundo real? “Estude com afinco, tire boas notas e você encontrará um bom emprego com um alto salário”, costumavam falar meus pais

Pai Rico Pai Pobre

Gostei dele porque me fez lembrar uma situação que vivi quando ainda estava me preparando para prestar vestibular, saí do cursinho, esperava meu ônibus no ponto e um homem simplesmente começou a me encher de questionamentos, porque eu estava fazendo alguns exercícios de química ali mesmo. Ele me perguntou se todo aquele esforço valeria à pena. Perguntou o porquê de eu estar ali, estudando até num ponto de ônibus. Lembro que ele me perguntou se eu ficaria rica. Eu disse que não, mas eu tinha uma convicção tão grande, sempre acreditei que o conhecimento nunca é demais. Respondi que valia sim, mas em momento algum passava dinheiro na minha mente, e não que eu não quisesse. Mas sempre acreditei em colocar o coração nas atividades que você se engaja. É algo que vem de mim e ninguém nunca vai tirar nem com um milhão de argumentos.

O que quero dizer é que quando você ingressa no ensino superior o dinheiro não pode ser o principal objetivo, leia Decidindo a profissão: o caminho do autoconhecimento. Mas existem 3 que para mim são muito fortes.

#Motivo 1: A educação é a base do desenvolvimento

O Brasil estacionou no 79º lugar com relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Leia a reportagem!

Entre os melhores estão Noruega, Austrália, Suiça, Alemanha, Dinamarca, Singapura. Mas o que todos eles têm em comum? Escolaridade, que é um dos itens que compõem o IDH. Os anos de escolaridade nestes países ficam entre 10,6 e 12,6. No Brasil, 7,7. Porque o IDH é um indicador importante, até mais do que o Produto Interno Bruto (PIB)? O PIB mede apenas o caráter produtivo econômico já o IDH mede as condições de vida das pessoas, considerando Expectativa de Vida, Educação e Saúde.

Enfim, para viver com saúde você certamente precisará dos profissionais desta área, que obrigatoriamente terão que se especializar em instituições de ensino. Todos eles, médicos, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, odontologistas, terapeutas ocupacionais etc., terão que passar pelo ensino superior. Com relação à expectativa de vida, todos querem viver mais, porém com saúde. Voltamos novamente aos profissionais sem os quais não podemos viver sem. A educação é a base, o ENSINO SUPERIOR É NECESSÁRIO.

#Motivo 2: Troca de experiências, conhecendo pessoas novas

Eu sou dessas que acredita que todos temos uma missão aqui neste planeta. E não é nada místico, é apenas a vida. E todas as atividades que realizamos se resumem a pessoas. Elas são o motivo pelo qual você está aqui. Mesmo que você vá cursar veterinária, por exemplo, e cuidar dos animais, você vai fazê-lo porque alguém – uma pessoa – ama muito esse bichinho. Se você ingressar na área de tecnologia e passar o dia com máquinas, o motivo final do seu trabalho com certeza irá trazer benefícios para uma pessoa – ser humano. Se cursar engenharia, vai elaborar projetos que melhorem a infraestrutura para pessoas. Nossos relacionamentos aqui expandem nossos horizontes, você aprende coisas novas com os erros e acertos de outras pessoas, então não perca a oportunidade de estar em uma sala de aula, onde você conhecerá pessoas incríveis e quem sabe até encontrar um sócio, parceiro de negócio ou até o amor da sua vida. Sua visão de mundo com certeza vai mudar. A educação é a base, o ENSINO SUPERIOR É NECESSÁRIO.

#Motivo 3: Trabalhar na área que gosta com um salário melhor

Dependendo da área de atuação, seu salário aumenta em até 90%. Eu sei que muita gente deve estar pensando em todas as pessoas com currículo impecável que conhecem e no desespero com a situação de desemprego, pensando que não vale nada a pena. Estamos vivendo uma crise em vários setores do Brasil, claro que a econômica dói mais. Contudo,

Assim como o caos tumultuado de uma tempestade traz uma chuva nutritiva que permite à vida florir, assim também nas coisas humanas tempos de progresso são precedidos por tempos de desordem. O sucesso vem para aqueles que conseguem sobreviver à crise.

 I Ching (texto clássico chinês)

A crise não vai durar para sempre, tenha isso em mente. A educação é a base, o ENSINO SUPERIOR É NECESSÁRIO.

Se esse post foi interessante compartilhe, deixe seu comentário, espero muito ajudar e animar você nesta caminhada!

 

Abraços!

ALERTA: como Não obter a nota para passar no curso dos seus sonhos

 

Eu disse que explicaria para vocês os motivos da minha reprovação no vestibular e, apesar de o ENEM ter se tornado a ‘chave’ para a entrada em qualquer que seja a instituição de ensino, substituindo aquele formato tradicional, acredito que vai ser útil para você saber o que NÃO deve fazer caso queira realmente ingressar no ensino superior. Eu sempre te incentivo a buscar seu sonho, escolher com carinho a sua profissão, qual curso fazer e por isso, me sinto na obrigação de alertar que, quando chegar lá, você precisa estar bem. SAUDÁVEL. É válido para quem sonha em passar em um concurso público também. Fiz esse post baseada na minha experiência e não exagerei em nada a respeito dos erros comentados aqui. Leia com atenção:

1º ERRO: fiquei tão obcecada com minha aprovação que NÃO DORMIA O SUFICIENTE

Como eu já comentei com vocês eu fiz cursinho para me preparar para a tão sonhada aprovação no vestibular.  Porém, chegou um momento em que eu estava tão fissurada que não dormia direito. Eu acordava às 5:30h todos os dias para ir para o cursinho porque eu morava longe, até me arrumar e ainda tinha que contar com os horários de ônibus, tempo entre um e outro, enfim, era muito cedo. Quando não ficava o dia todo estudando no cursinho eu ia para casa e estudava até por volta das 21:00h. Neste horário eu dormia até meia noite – ou seja, apenas 3 horas de sono. Acordava e estudava até às 3:00h. Deitava para acordar às 5:30 de novo. Assim, comecei a estudar cada vez mais e dormir cada vez menos. Ficou tão sério que procurei um psicólogo já que comecei a “ver e ouvir” coisas que não estavam acontecendo, como delírios, ele me explicou que era a falta de sono.

2º Erro: NÃO TINHA TEMPO PARA O LAZER

Eu estudava de domingo a domingo e quando pensava em sentar e assistir um filme para relaxar, por exemplo, minha consciência me acusava e então eu simplesmente voltava a estudar.

3º Erro: ESTUDAVA DEMAIS

Por incrível que pareça, estudar muito também não é saudável. Estudei tanto, que quando chegou o mês de outubro – faltando praticamente uns 2 meses para o vestibular – minha mente já não funcionava. Era como se não coubesse mais nada e aí batia aquele desespero.

4º Erro: NÃO ME ALIMENTAVA DIREITO

Como eu queria ganhar tempo, cada vez mais preferia ficar o dia todo na biblioteca do cursinho estudando, então eu passei a comer cada vez menos. Pior do que não comer era fazer refeições de péssima qualidade, aliás, não sei se posso chamar salgado de refeição – era o mais prático. Em consequência disso no ano seguinte descobri que estava anêmica.

5º Erro: FALEI DOS MEUS SONHOS PARA AS PESSOAS “ERRADAS”

As pessoas que não querem te ver bem – e acredite em mim você vai se surpreender – vão fazer de tudo para te desanimar na sua caminhada.

Esses cinco erros considero os mais graves e mais relevantes para postar aqui, tiveram outros, inúmeros deles, que foram consequência dos citados. Eu estou aqui para incentivar o seu sonho, para fazer você buscar o autoconhecimento. Mas eu preciso te alertar sobre os malefícios de não cuidar da sua saúde. Você precisa se alimentar bem, fazer todas as refeições com calma, sem pressa. Pode e deve ter seus momentos de lazer com sua família e amigos. Deve dormir de 6 a 8 horas. Eu entendo que as 24 horas do dia parecem poucas e a cada dia parecem encurtar mais. Mas ter o controle do seu tempo é muito importante para obter resultados satisfatórios também.

Não atropele seu ritmo, até porque, não adianta. Não sinta culpa quando não entender determinada matéria, dê um tempo e depois recomece. Permita-se sentar e assistir um filme ou série que gosta, ouvir uma música. Não estou dizendo para procrastinar e nunca sentar para estudar. Mas se você só estudar vai chegar um momento em que não importará mais seu esforço, você não assimilará as coisas.

Mas quantas horas por dia eu tenho que estudar então? Depende, porque varia de pessoa para pessoa. Eu aconselho o que funciona para mim – enquanto não vejo a hora passar, continuo. Assim que começo a ‘voar’ (perder o foco) faço uma pausa. Se você tiver tempo disponível para estudar mais depois, use. Se não, continue no dia seguinte. Eu vou escrever um post sobre como planejar uma rotina de estudos para quem ainda não sabe como fazer. Vou deixar abaixo uns links que quero muito que você leia, é importante.

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