Curso Técnico ou Graduação?

Uma dúvida cruel que vem após a escolha da área de atuação é: vou direto para o curso de Graduação ou faço um Curso Técnico primeiro? Isso depende. Mas depende de que? Do seu perfil e objetivo profissional. Se você quer fazer um curso de duração menor – aproximadamente um ano e meio – com a possibilidade de ingressar mais cedo no mercado de trabalho e ter experiências mais práticas, o curso técnico é o mais aconselhável no seu caso. Este curso permite que você tenha contato com o ambiente de trabalho antes de iniciar uma graduação e com isso, decidir de vez se é realmente a área de sua vocação.

Mas se você já decidiu o caminho a seguir e não tem dúvidas de qual curso de graduação é a melhor opção para você, siga em frente. Afinal, o curso técnico não é requisito para ingressar na faculdade e tem determinados cursos de graduação que não terão a modalidade de curso técnico relacionado.

Eu indico o curso técnico se você tiver a oportunidade de fazer, pois na faculdade os conteúdos não são tão “mastigados” como nesse curso e você tem a vantagem de iniciar a graduação tendo os conceitos da sua área internalizados, facilitando seu aprendizado. Indico também para pessoas que não tem paciência nenhuma com teoria e têm muita facilidade em perder o interesse por projetos que iniciam. O curso técnico tem uma “pegada” mais prática que a graduação e você não perderá o interesse facilmente porque, se buscar uma boa escola, com laboratórios bem equipados, com certeza não terá vontade de desistir. Tem teoria também, mas muito mais prática que um curso de graduação.

Atenção!!! Não estou incentivando o desânimo e desistência com isso, mas a facilidade de desistir de projetos também está relacionada com o temperamento da pessoa, que entra no campo de autoconhecimento (Leia o post “Decidindo a profissão: o caminho do autoconhecimento). Não é desculpa, mas vou falar sobre isto num outro post, aguardem…

Agora se você já está na faculdade e sente que poderia ter mais aulas práticas do que o curso oferece – geralmente é perfil do curso oferecer mais conteúdo teórico – não se preocupe. Existe um projeto do IEL, SENAI e SESI, chamado Futuros Engenheiros, com duração de seis meses que oferece a oportunidade de cobrir essas lacunas ofertando aos estudantes do 5º ao 10º período a oportunidade de desenvolver suas habilidades comportamentais e competências técnicas. #Ficaadica. Lembrando que só é ofertado para alunos do curso de engenharia e tenho informação do curso só em Minas Gerais, acredito que não está disponível em outros estados.

Na verdade as diferentes modalidades de curso não são consideradas melhor nem pior umas das outras. O fato é que existem soluções para cada momento de vida e objetivo do aluno. Cabe a você, depois de decidir sua área de atuação identificar o que é melhor e mais viável para a sua situação em um determinado momento.

Essas informações te ajudaram? Então continue acompanhando o ‘De Estudante para Estudante’. Abaixo alguns links úteis:

Programa Futuros Engenheiros

Leitura Complementar Guia do Estudante

Caderno do Eu

 

Muito obrigada,

 

Até mais!

Decidindo a profissão: o caminho do autoconhecimento

Conheço pessoas que tem um bom nível de autoconhecimento e sabem exatamente a que vieram – pouquíssimas na verdade. Infelizmente, uma grande parte das pessoas não dá a devida importância para este processo e esbarra em situações que podem comprometer seu futuro – isso mesmo, sem exageros!

Decidir qual profissão seguir é muito importante para o futuro de qualquer pessoa que sonha com sucesso profissional e impacta diretamente na sua carreira. Aliás, carreira e profissão NÃO é “tudo a mesma coisa”. Sugiro a leitura do texto que fala sobre a diferença no site Guia do Estudante, deixei o link no final do post. E se você quer saber mais sobre profissões e carreira, o site traz informações valiosas para você. #ficaadica

Muitas pessoas esbarram na famosa pergunta feita por entrevistadores em processos de seleção de emprego: “Quais são seus pontos fortes e seus pontos fracos?”. Com essa pergunta, o recrutador quer saber mais sobre sua personalidade. Mas deixando os processos seletivos de lado, já que não é assunto do post, vou explicar como não ter o mínimo de autoconhecimento, o leva a “tropeçar” no caminho da escolha do curso.

Quando ingressei no curso de engenharia – falo de engenharia porque é curso que faço e posso falar com propriedade – a sala de aula era bem cheia. Aproximadamente uns 80 alunos. Já nas primeiras provas do primeiro bimestre, metade dos alunos simplesmente desapareceu – sim, eu estou falando do primeiro bimestre do primeiro período. Já nas primeiras aulas você ouve o “zum zum zum” de que as aulas estão muito difíceis, de que é coisa de outro mundo, que o professor não da aula direito e blá blá blá…

Realmente o curso não é fácil, mas no primeiro período você não cursa matérias específicas da sua área. No caso da engenharia, por exemplo, subentende-se que o aluno já tenha facilidade com matérias como matemática (básica) e física. Mas não é isso que acontece. Quando você pergunta o motivo que levou a pessoa a se inscrever no curso, na maioria das vezes a resposta é: um “engenheiro ganha bem”, “não aguento mais ganhar pouco”, etc. Não estou de forma nenhuma dizendo que você não pode ter o sonho de ganhar muito dinheiro com sua profissão. O que estou dizendo é que este não pode ser o motivo principal na hora de escolher o seu curso. Se você fizer o que não gosta, as chances de, mesmo ganhando muito dinheiro, ficar frustrado, são gigantescas.

Então, o primeiro passo para tomar a decisão, começa pelo autoconhecimento seguido de uma pesquisa. Depois de tirar uns momentos para refletir sobre quem você é, fazer anotações sobre o que você gosta de fazer, você deve pesquisar os cursos relacionados. Se você fez um teste vocacional, sugiro que comece pesquisando as profissões sugeridas no teste.

Em seguida, saiba tudo sobre o curso, instituição onde é ofertado, localização e estrutura da instituição de ensino. E se você acredita que depois disso você ainda não tem certeza se quer gastar de 4 a 5 anos da sua vida nisso, faça um curso de curta duração relacionado à área, ou ainda um curso técnico, se houver. A UFMG realiza uma “Mostra de Profissões”, mas procure saber mais a respeito de outra instituição pública ou privada que seja do seu interesse na sua região. Você encontra as ementas dos cursos nos sites das faculdades, procure saber as disciplinas que vai encarar no curso e se tem a ver com você.

Lembre-se que o caminho do autoconhecimento ajuda você a elevar sua autoestima e desejar sempre nada menos do que você merece: SER FELIZ na escolha da sua profissão.

As dicas de hoje foram: Site Guia do Estudante, Mostra de Profissões. E se você deseja uma boa leitura a respeito do tema: “O guia definitivo propósito de vida prospere vivendo a vida que você nasceu para viver”.

Conheça mais sobre o guia

Guia do Estudante

Mostra de Profissões

Caderno do Eu

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Muito Obrigada,

 

Até a próxima!

E agora? Como decidir qual curso fazer?

Se você deseja seguir sua vocação mas ainda não descobriu, leia este Post.

A pergunta mais frequente que as pessoas me fazem é:

“Mari, como você decidiu fazer o curso de Engenharia Elétrica?”.

Essa pergunta traz uma série de outros questionamentos e eu sou metralhada por dúvidas relacionadas ao “caminho acadêmico ideal”. As dúvidas mais frequentes são:

  • Como eu escolhi o curso;
  • O porquê de ter escolhido algo tão “diferente” e “complexo”;
  • Se em algum momento eu me arrependi de ter feito essa escolha;
  • Como é o curso;
  • Como é o mercado de trabalho;
  • Se eu aconselho a fazer um curso técnico ou entrar direto na Universidade? …e por aí vai…

Atualmente, você encontra bastantes informações na internet, porém, lá em 2006, quando estava concluindo o ensino médio, em uma escola pública, diga-se de passagem, eu não fazia ideia do que faria na vida. E nem tive um direcionamento. Na verdade, eu pensava que sabia. O fato é que um adolescente entre 17 e 18 anos não faz a mínima ideia do caminho que vai seguir – pelo menos não a maioria. Você não tem maturidade o suficiente e, pior ainda, eu acreditava – segundo o que me ensinaram – que se eu não fosse bem sucedida na escolha eu não poderia mudar depois. Que eu teria que escolher o que fazer pelo resto da minha vida com apenas 18 anos.

Essa dificuldade é normal e, apesar de os jovens terem muito mais informações que há 10 anos, eu percebo que a dúvida e o medo de errar na escolha não cessam. Com o intuito de ajudar o maior número de pessoas possível, criei o Blog DE ESTUDANTE PARA ESTUDANTE, para que a visão da vida acadêmica seja passada de uma perspectiva diferente das que tive oportunidade de conhecer. Não sou nenhuma especialista em profissões e carreira. Sou uma estudante que deseja compartilhar a visão e experiências dos cursos que fiz e faço atualmente, dando dicas simples e desanuviando os diversos caminhos que um estudante pode seguir.

Primeiro vou compartilhar com vocês de forma bem sucinta minha história – respondendo à pergunta no começo do texto – Como escolhi a Engenharia Elétrica?

A minha resposta é sempre a mesma. Eu não escolhi, eu FUI ESCOLHIDA. Parece piegas, mas foi exatamente isso que aconteceu comigo. Quando saí do ensino médio eu acreditava que cursaria Ciências Biológicas na UFMG. Como eu decidi? A disciplina que eu mais gostava era biologia, simples assim. E por que uma Universidade Pública? Porque eu não tinha condições financeiras de “bancar” o curso. O Programa Universidade Para Todos (PROUNI) já existia, mas não era tão divulgado e eu não tinha e nem busquei informações de como usar a nota do ENEM para ingressar. Enfim, paguei um cursinho, mas não passei no vestibular. Em outro Post eu falo dos motivos da minha reprovação para o texto não ficar muito extenso.

No ano seguinte, após uma recuperação parcial do fracasso, eu decidi estudar em casa, sem pagar cursinho, mas desta vez, foi diferente. Eu conheci meu primeiro namorado. Ele não tirava meu foco para os estudos, mas eu confesso que não estudei com garra, pois eu queria muito trabalhar e ganhar meu próprio dinheiro e desviei um pouco do objetivo. Mais uma vez não fui bem sucedida, porém, não teve aquele gosto amargo. Eu pensava em dar um tempo. Me reorganizar.

Eu estava plenamente feliz, cheia de planos, tinha começado a trabalhar em uma empresa, tinha um cara super legal ao meu lado e enfim poderia focar nos estudos mais à frente. Mas, de repente eu tive meu mundo virado de cabeça para baixo. Recebi a pior notícia que poderia ter recebido: meu namorado havia falecido num acidente de moto. Fiquei sem chão naquele momento, foi como se meu cérebro tivesse parado de funcionar e só meu coração batesse muito forte, querendo sair do peito. Saí do emprego porque não conseguia organizar meus pensamentos. E num dado momento, mais ou menos uns três meses depois, eu não tinha nada, não tinha rumo, não tinha esperança e era como se a única “Porta” aberta para mim fosse a DEPRESSÃO. E naquele momento, o pior de todos, eu estava em frente àquela “Porta”, mas decidi ficar bem longe dessa opção e lutar.

Soube que o Senai estava com inscrições abertas para um curso gratuito para jovens de até 24 anos – o curso de Aprendizagem Industrial. Fui fazer a inscrição para o curso de mecânica – até hoje não sei o porquê, mas estava decidida – porém só havia inscrições para os cursos de manutenção elétrica e processos administrativos. Como eu já havia feito cursos básicos nesta área de administração, preferi o de elétrica. Eu queria algo diferente e pedi a Deus para mudar o rumo da minha vida – me dar uma nova – eu estava precisando. E adivinhem?

Paralelo ao curso de Manutenção Elétrica Industrial, eu comecei a fazer um curso de Web Designer que também foi minha paixão. Eu precisava ocupar minha cabeça sendo produtiva e aos poucos fui me recuperando do choque e da dor. Mas essa não é uma história triste, então, resumindo, descobri minha paixão no curso de manutenção elétrica e, desde então, nunca mais saí da área. Fiz bons amigos, trabalhei, fiz estágio, fiz outros cursos, etc.

Claro que você não precisa de uma experiência trágica como a minha para decidir o que fazer da vida. O que quero te incentivar a fazer é buscar autoconhecimento e não desistir da escolha do curso que tem mais a ver com você. Aqui em “DE ESTUDANTE PARA ESTUDANTE” eu vou tentar te ajudar ao máximo, te guiando, aprofundando o conteúdo aos poucos, dando dicas de como chegar lá e compartilhando um pouco das minhas experiências.

A primeira dica é fazer um Teste Vocacional gratuito super legal no site do CIEE – também vou publicar um post explicando melhor como você usa o resultado do teste, muitas pessoas ficam mais confusas depois de fazê-lo:

Teste Vocacional CIEE

A segunda dica é para quem está muito perdido é o “Caderno do Eu”. Um caderno com exercícios criado por uma psicoterapeuta, coach e arteterapeuta, que te ajudarão no autoconhecimento através da reflexão pessoal. Para adquirir clique no link:

Caderno do Eu

Então? Se identificou com o assunto do Blog? Deixe seu comentário, suas sugestões…

Até a próxima!